Como a E-Moving mudou a minha vida?
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Como a E-Moving mudou a minha vida?

Como a E-Moving mudou a minha vida?

A Claudia Leschonski contou para a gente a experiência incrível que ela está tendo com nossa e-bike Bolt! Que história linda!

Confira:

Bolt Bike e eu: o primeiro mês
Tive bicicletas em toda a infância e adolescência, mas depois já não havia tempo para elas. Os cavalos se tornaram minha rotina, seja como médica veterinária, seja treinando e competindo. E de repente eu tinha quase 50 anos e joelhos com artrose! Às vezes saía com minha velha Caloi, mas era difícil achar trechos e passeios para utilizá-la de maneira prazerosa, principalmente por conta das muitas inclinações de nossas estradas rurais. Nesta época, meu pai, que vive na Alemanha, tinha por volta de 75 e os dois joelhos operados.

Foi visitando-o que conheci a e-bike dele, e me apaixonei instantaneamente, pedalando morro acima numa fria manhã de primavera, avançando campos afora fazendo apenas um leve esforço, e com a sensação de que poderia continuar para sempre! De volta a casa, perguntei a ele – “essa bike é tão espetacular, por que isso não existia antes?” Ele respondeu que antes as baterias simplesmente não eram pequenas e leves o bastante.

Nesta época, as e-bikes “Pedelec” nem permitidas eram no Brasil, onde a legislação considerava bicicletas elétricas veículos automotores, sujeitas a emplacamento e habilitação do piloto. Se pessoas especializadas no assunto não conseguiam convencer autoridades e público de que É OUTRO MODAL, não é uma moto, não tem nada a ver com as barra forte de motor de cortador de grama pilotadas em acostamentos por operários temerários, imagina eu… meus amigos não entendiam meu entusiasmo por bicicletas elétricas. Seria preciso pedalar para entender.

Assim, quando a E-moving finalmente chegou a Sorocaba, eu tinha muito atraso para tirar. Aconselhada pela simpática e eficiente equipe, enchi-me de coragem e aluguei uma Bolt de 29 polegadas, mandando para longe meus conservadores planos – talvez mais alinhados a uma senhora de 55 anos com joelhos cada vez piores – de rodar pelas ruas comerciais com uma Comfort, de cestinha e tudo. Resolvi que voltaria a ser uma trilheira. Nestas férias de verão, eu teria um mês para mostrar a mim mesma que uma bike continuava cabendo na minha vida.

Comecei no dia 27 de dezembro, indo para uma de nossas velhas trilhas de cavalgada e retornando pelo asfalto, 18 km em 50 minutos. Tudo documentado no Strava, claro. A sensação era tão boa quanto a de que me lembrava da Alemanha, muito embora agora fosse um calor de 30 graus e acima. Ladeiras de terra e cascalho, retões, subidas inimagináveis para a velha Caloi, e eu sentadinha pedalando de leve, os joelhos felizes. Logo a zona de conforto foi se ampliando. Fui a Tatuí, fui a Sorocaba e voltei no mesmo dia, explorando as estradas até só mais aquela curva ali, como há décadas não fazia. Fiz vários amigos novos no pedal e
deslumbrei os velhos, que olhavam para mim e berravam – “você veio de Capela de bike???” Tão divertido quanto pedalar é convencer as pessoas a testarem minha máquina da felicidade e cronometrar quantos segundos elas levam para irromper em risadas. Nestas semanas, dezenas de amigos e conhecidos deram suas voltinhas na Bolt, e a reação é sempre do gênero – “que bicicleta gostosa!

Chegamos no século XXI finalmente.” É verdade que para as pessoas entenderem, não adianta falar. Elas têm que experimentar. Numa subidinha de preferência. Mesmo assim, depois da explicação e tudo, alguns ainda ficam procurando o acelerador.
Minha ambição passou a ser esticar os limites da bateria – e de certa maneira, os meus. Já tenho um protocolo todo delineado. Desligar nas descidas, explorar bem as 24 marchas, usar a potência máxima do motor só nas subidas mais íngremes. Desta maneira, a bateria chega a 50 ou 60 km garantidamente. Talvez 70?

Já sei que terei que renovar o contrato de locação por mais um mês. Nas férias foi fácil, mas conseguirei incorporar a Bolt na minha rotina depois que o semestre de aulas, treinos e competições equestres começar? Mas antes disso, ainda quero ir a Itapetininga. Ali pela estrada velha. 44 km, dos quais os primeiros 25 de cascalho. Muitas subidas, longas descidas. Só a Bolt e eu (ok, o celular também. Acho que dá linha ali no meio das barrancas de Sarapuí). Muito retão no final, caso eu esteja super-estimando a bateria e precise apelar para o pedal tradicional. De um jeito ou outro, a Bolt Bike e eu vamos conseguir. Afinal, ela é na verdade uma BOLD Bike. Aguardem novidades.

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