Você sabia que o trânsito pode ser um dos grandes fatores que causam estresse para os trabalhadores? Pois é, segundo uma pesquisa da Universidade de São Paulo, esse estresse impacta diretamente na vida dos funcionários e assim, no seu rendimento. 

Falar sobre trânsito não é só uma questão de infra-estrutura ou apenas um problema das grandes cidades. É uma questão de mobilidade urbana. É sobre se deslocar da melhor forma possível, de forma sustentável e mais humana. Este assunto também perpassa pela economia, tem a ver com saúde física já que pode acarretar doenças respiratórias decorrentes da poluição que os veículos movidos a combustível emitem, além, de que podemos relacionar com problemas psicológicos que vão desde estresse, irritabilidade, ansiedade até a síndrome de burnout. E isso tudo são fatores determinantes na qualidade de vida das pessoas. 

Segundo pesquisa do Ibope de 2018, o paulistano gasta, em média, 2 horas e 43 minutos por dia para fazer todos os deslocamentos que precisa na cidade de São Paulo em 2018. (veja mais aqui) Imagina quanta coisa é possível fazer nesse tempo? São praticamente dois dias por mês gastos no trânsito! 

Em seu livro chamado “Estresse”,  Maria Auxiliadora Arantes e Vieira expõem os fatores que consideram como geradores de estresse profissional. Entre eles, estão os fatores intrínsecos ao trabalho, como ambiente, segurança e tensão, o desenvolvimento na carreira, as relações profissionais, a estrutura e o clima organizacional. Além disso, existem as características individuais, como as relações familiares, os sintomas de saúde e a doença. Se não bastasse, o trânsito interfere diretamente como fator gerador de estresse. 

E a pesquisa? 

Foi realizado um estudo observacional com 39 (3,9%) trabalhadores ativos de uma Empresa de Sistemas Automotivos da Grande São Paulo que possui 1000 funcionários. 

E os resultados? 

Considerando a amostra estudada, verificou-se que a maioria dos entrevistados apontou o trânsito como grande fator gerador de stress no dia a dia, chegando a atribuir mais do que 50% do seu stress aos longos congestionamentos e à tensão a que são submetidos como motoristas durante o percurso. 

De acordo com os relatos obtidos, o rendimento no trabalho é inversamente proporcional ao stress causado pelo trânsito, ou seja, quanto maior era o stress no trânsito menor era a capacidade de concentração e de solução de problemas na empresa.

O stress causado pelo trânsito não afeta somente o rendimento no trabalho, ele também diminui a qualidade de vida desses trabalhadores. De acordo com os dados obtidos pelo questionário, o grau de stress entre aqueles que demoravam mais tempo para se deslocar ao trabalho foi significativamente maior quando comparado aos colegas que chegavam rapidamente ao trabalho, o que pode representar sérios riscos à saúde desses trabalhadores. 

A pesquisa ainda conclui que: alternativas que permitam o deslocamento mais rápido até o trabalho sem a utilização de veículos próprios podem diminuir o nível de stress das pessoas, favorecendo que trabalhadores tenham maior disposição e níveis de rendimento mais altos no trabalho.

Por isso é tão importante para as empresas pensarem no modo como os funcionários se locomovem para o local do trabalho. Trazer novas formas de modais pode ser uma boa opção para aumentar a qualidade de vida e diminuir o estresse dos colaboradores. Reinventar os benefícios corporativos sobre mobilidade poder ser uma solução eficiente. 

Veja a pesquisa completa aqui.