UM ANO E UM MÊS DE BOLT

Há coisa de um ano, eu publicava meu primeiro depoimento a respeito da minha E-bike – que até hoje, por sinal, não é minha: é nossa, da E-moving por direito e minha por afinidade (e contrato). Mas esta Bolt pertence mesmo às trilhas de terra, às pedaladas no asfalto e aos meus PBs (personal best) muito peculiares, de esticar ao máximo a autonomia da bateria. Que
acaba sendo também a minha autonomia. Um ano depois, a bike continua sendo meu brinquedo favorito. Percorri mais de 2 mil quilômetros, todas as revisões incluídas no plano a deixam tinindo e impecável, meus amigos
seguem incrédulos quando envio meus prints de 35 km, 40 km, uma vez 50 km, gráficos quase inacreditáveis de topografia. Sim, alguns questionam, mas não é uma bicicleta de verdade. Né?
A resposta segue a mesma: é um modal diferente, mas é uma bike. Hà um ano, eu ainda usava o termo “Pedelec”, pedal elétrico, o mais comum na Europa.

Hoje já sei que é o conceito de “pedal assistido” que melhor descreve o que tento expressar. Para quem não conhece: tenho 56 anos e joelhos bem gastos. Ficar em pé nos pedais, lutar alegre com as subidas, (como eu
fazia na adolescência) já está além de meu alcance. Sem falar da preguiça né. Olha aquela subida terminando lá além – de bike normal, mesmo com joelhos excelentes eu teria preguiça. Mas com a Bolt é divertido, é possível. Minha nossa, quando é que eu ia pedalar dois mil quilômetros em plena pandemia com uma bicicleta comum? Claro que é esporte. Não tem segredo: para fazer 50 km numa esticada, a bateria só pode ser
usada parte do tempo. Administrada com carinho e estratégia. Acionar o “nível 3” do motor é tabu, só mesmo em subida forte de cascalho e como lambuja na reta final, quando consegui chegar com a segunda luzinha ainda piscando. Talvez eu não fique em pé nos pedais, mas
chego pingando do mesmo jeito. Para incontáveis amigos, conhecidos e por vezes até desconhecidos, ofereci a Bolt para um test-ride, a única maneira, para quem nunca tinha visto, de fazer com que de fato entendam
do que se trata. Qual é a curtição. E é jogo certo: todos voltam da voltinha no quarteirão sorrindo de orelha a orelha, dizendo “quero uma pra mim”. Ou algo assim.
Você é o próximo. Está convidado. Venha fazer um test-ride. Só pedalando pra entender. É uma bike, é um motor elétrico, é você indo por novos, e por vezes desconhecidos, caminhos.


(Para quem quiser conferir no Strava, procure “Claudia Leschonski”.)

A autora é a Claudia Leschonski, uma mulher forte, apaixonada por cavalos e uma e-mover que adora pedalar sua e-bike bolt.