Para reter talentos é preciso fazer diferente!
Na empresa

Para reter talentos é preciso fazer diferente!

O mundo está em constante mudança e o jeito que as empresas se comportam também. Afinal, elas são um espelho da sociedade. Ao falarmos sobre retenção de talentos, estamos colocando em pauta muito mais do que um bom salário, é necessário repensar a estratégia para manter seus funcionários.

Com tantos avanços, o pensamento dos jovens também tem mudado e com isso repensam a carreira, a vida e o jeito de vivê-la. Ao imaginarem uma empresa para planejar sua carreira levam em conta muitas variáveis! 

A pesquisa “Millenials in Europe and Brazil” realizada online pelo Grupo Geometry/WPP em 2019 com cerca de duas mil pessoas de 18 a 20 anos, aponta que “qualidade de vida” é o item mais valorizado pelos entrevistados, com 38% das respostas. O segundo é “carreira” (24%). “Dinheiro” está em terceiro lugar e, com 19%, empatado com “contribuição para a humanidade”. 

 

 

Como vemos, a qualidade de vida vem disparado em primeiro lugar, contribuição para a humanidade se tornou tão importante quanto o dinheiro, as duas ficam com a terceira posição do ranking.

Para David Whittaker, diretor-executivo da Marketdata/WPP, grupo dono da rede Geometry Global, os resultados são um alerta para empresas. Segundo ele, é cada vez mais alta a rotatividade de funcionários mais novos em empresas por conta de insatisfação com valores e propósitos da empresa. “Hoje eles valorizam empresas que os valorizem. Por exemplo, antigamente empresas tinham problema com os hobbies ou trabalhos paralelos dos funcionários e os millennials gostam de estar envolvidos em diversas coisas, valorizando os locais que veem nisso algo positivo”, diz o executivo. 

Atrair e reter talentos nesse cenário exige muito mais energia e dedicação dos profissionais de RH e departamentos responsáveis, que precisam elaborar programas de benefícios que sejam criativos e significativos para a vida dos funcionários. 

Outra questão relevante, que Whittaker traz, é a preocupação com o meio ambiente. Dos entrevistados, 33% desistiriam de um salário maior ou benefícios para trabalhar para uma empresa mais ecológica, 83% se sentem pessoalmente responsáveis por preservar o ambiente, 84% disseram que odiaria se sua empresa fizesse falsas promessas em relação a preservação ambiental e apenas 8% afirmaram não se interessar pelo assunto. O meio ambiente está entre as três questões que mais preocupam os jovens, junto com aposentadoria e o futuro, conta o executivo. 

Para ele, é inevitável que as empresas tenham que implementar novos valores ou se adaptar para manter os jovens no quadro de funcionários e diminuir a rotatividade. O desafio é conquistar e manter as pessoas boas e ser transparente, diz o executivo da MarketData. “Se não nos adequarmos a realidade dessa nova geração, não vamos conseguir funcionários. E isso também ajuda a empresa virar uma lovemark. Acredito que quem não adota isso, tem que pagar mais caro para mantê-los”, afirma.

Uma empresa sustentável e que tem propósito é o caminho para a retenção de talentos. Incorporar benefícios que tragam mais qualidade de vida para os funcionários também. É importante focar nas novas tendências e estar aberto para elas. As empresas que pensarem assim, já vão estar a frente e por consequência terão funcionários mais felizes e engajados. Afinal, o maior bem das empresas são as pessoas.

 

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